março 21, 2017 - No Comments!

APRENDA COMO O TREINAMENTO DA ACADEMIA PODE TE AJUDAR COM SEUS TREINOS DA BIKE.

Você faz academia e busca melhorar sua performance no ciclismo acreditando que o treinamento de força possa auxilia-lo em seu desempenho sobre a bicicleta?

Respondendo positivamente a essa pergunta você está me dizendo que realiza um treinamento concorrente e seu desempenho depende de outras alternativas para que os pódios sejam alcançados.

Não estamos aqui para mostrar o que é melhor ou pior, ou o que está certo ou errado. Vamos ajudá-lo a entender melhor como se beneficiar dos treinamentos de força e como eles podem ser diferentes e dessa forma afetar seus resultados em cima da bike.

Antes de falarmos o que você precisa fazer, devemos descrever o que você perde quando não realiza um treino de academia adequado. Quando realizamos um treinamento de força em academia de maneira errada estamos diminuindo nosso desempenho, aumentando os riscos de lesões, tornando os treinos inadequados aos nossos objetivos e não obtendo eficiências na hora de competir.

Para que esses erros não sejam cometidos estudos prévios (Sedano et al., 2013; Paavolainen et al., 1999a; Millet, Jaouen et al., 2002; Storen et al., 2002; Mikkola et al., 2007; Taipale et al., 2013 apud Botella et al., 2016) avaliaram os feitos dos treinamentos concorrentes (Treinos de bike + Treinos de força na academia) em corredores de endurance e perceberam que atletas bem treinados e atletas altamente treinados melhoram seu VOmáx, sua economia de corrida, limeares de lactato e atual desempenho de corrida quando fazem ambos os treinamentos.

Portanto, com estratégias como essa podemos melhorar não só o desempenho como também manter os benefícios já alcançados dos treinamentos sobre a bike. Para mostrarmos isso na prática trouxemos um artigo que buscou examinar a importância de 2 diferentes tipos de treinamento de força na periodização e nos efeitos de parâmetros aeróbios e anaeróbios durante os períodos preparatórios e competitivos de ciclistas de MTB.

Para entendermos melhor como foi o estudo e que resultados os autores obtiveram vamos observar os diferentes tipos de treinamento de força e como eles podem atuar em sua musculatura.

                 Os autores encontraram aumento de força para a perna direita quando comparado as avaliações PRÉ e DURANTE os treinamentos de força máxima, e aumento de força para avaliações PRÉ e PÓS respectivamente para ambas as pernas nos treinamentos de força máxima.

                 Aos treinamentos de força de resistência o que observou-se é que, não houve aumento PRÉ e DURANTE os treinamentos e que as avaliações DURANTE e PÓS apresentaram diminuição nos valores em ambas as pernas.

                 Houve também dentro do grupo de treinamento de força de resistência uma diminuição na potência nos últimos 5 segundos entre as avaliações DURANTE e PÓS e um grande effect size nas avaliações PRÉ e PÓS.  

                 Quanto ao índice de fadiga (que é o “cansaço” que o esforço está gerando) observou-se que há um aumento significante no grupo força de resistência nas avaliações DURANTE e PÓS as sessões de força.

Esses são alguns dos principais resultados encontrados pelos autores e que destacam a importância dos treinamentos de força e o que eles podem resultar nos dados das avaliações aeróbias e anaeróbias.

Para que esses resultados fossem alcançados os autores utilizaram de 14 ciclistas bem treinados na modalidade XCO (Cross-Country Olímpico). Desses 14 atletas, 3 acabaram por não completar a pesquisa devido a lesões ou doenças.

Para que se pudesse observar o problema da pesquisa, eles decidiram dividir os atletas em 2 grupos, e isso se deu a partir do VO2máx.

Os grupos divididos foram: Grupo Treinado em Força de Resistência (Baixa carga e alta repetição) e Grupo Treinado em Força Máxima (Alta carga e baixa repetição).

Sua periodização foi de 16 semanas, sendo que as semanas 0-8 foi considerada pré-preparatória e as semanas 9-16 foram consideradas semanas competitivas.

Antes da primeira intervenção os atletas se adaptaram as técnicas e movimentos dos treinamentos de força e durante o primeiro período de intervenção foram realizados duas sessões semanais com 3 séries de cada exercício (Meio agachamento na máquina guiada, flexora na máquina e leg press unilateral) com intervalo de descanso de 3 minutos entre as séries.

Os treinamentos e a periodização dos mesmos seguiram as seguintes diretrizes:

Período de treinamento pré competições.

 Período de treinamento de competições.

 Treinamento de musculação.

O que aconteceu além dos resultados que já foram citados no começo do parágrafo?

  1. As características anaeróbias dos treinamentos foram mantidas durante as sessões competitivas seguindo a aplicação do treinamento de força máxima. Enquanto os padrões de potência diminuíram e índice de fadiga aumentaram.
  2. Os treinamentos de força máxima e resistência de força não afetam os parâmetros aeróbios durante 16 semanas.
  3. As forças das pernas aumentaram com 8 semanas de treinamento de força máxima e manterem-se estáveis durante o período competitivo.

Para finalizar, o que os autores encontraram é de suma importância a adição do treinamento de força na manutenção ou na possibilidade em promover características anaeróbias que são cruciais em provas de MTB principalmente as de XC. Melhorando os momentos iniciais das provas com sucessivos ataques a habilidade em promover altos picos de potências.

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Referências:

Botella J., Sarabia J.M., Guillén S., López-Grueso R., Häkkinen K., Sabido R. Addition of strength training to off-road cyclist training. A pilot study. J Sci Cycling. 2016. 5(3), 3-10.

Published by: Heron Soares Santos in SEM CATEGORIA

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