novembro 8, 2016 - No Comments!

Esqueça a lista dos melhores exercícios de força para o ciclismo encontrados na internet! (Leia atentamente).

Quer saber por que você deve evitar acreditar em exercícios de força para bike “mágicos” que trazem a melhora imediata na velocidade e no tempo de pedalada???

O nosso objetivo hoje é mostrar que nem tudo é assim tão fácil, e que o treinamento de musculação e treinamentos funcionais, não devem ser buscados de maneira aleatória e escolhida em listas de “melhores” exercícios para força encontrados na internet.

O principal problema de se realizar esses tipos de exercícios de qualquer forma são as lesões. O ciclista amador por si só já tem grandes dificuldades em se manter saudável e é fácil encontrar em diversos diretórios e revistas bem-conceituadas estudos mostrando indícios de lesões sejam elas por falta de adequações biomecânicas (Bike fit) ou por treinamentos incorretos (Kleinpaul, et al., 2010; Burke e Pavelka, 2000; Tony, 1993; Edwards, 2014; Chlíbková, 2014).

A melhor forma de se tirar proveito de um treinamento de força para atletas amadores é sem dúvida adequar os treinos concorrentes (Bike e musculação), com os planejamentos (periodização) dos treinos de acordo com os objetivos. De nada adiantaria eu colocar “Os 10 melhores exercícios de força para bicicleta”, sendo que as variáveis do treinamento que deveriam ser moduladas não estão no quadro de ações importantes ao atleta.

É isso que vamos explorar mais sobre os próximos parágrafo, procurando responder de maneira simples e prática como o profissional de educação física pode auxiliá-lo na hora de pensar sobre o seu treinamento.

Primeiro devemos é claro considerar que os ajustes aos seus treinos devem ser constantes e de maneira a não incomodar nas suas atividades diárias e relacionais com seus amigos e família. Afinal no amadorismo não sobrevivemos do esporte. Portanto, é importante separar nem que seja um mínimo de tempo possível para as características que envolvem a capacidade de força muscular.

Em segundo compreender os aspectos que envolvem o treinamento buscando conhecer as 5 principais variáveis que são moduladas nos treinos de força (musculação). A primeira se chama intensidade e é considerada como a variável que modula os aspectos qualitativos dos treinamentos. A segunda se chama volume, e pode ser caracterizada por suas repetições, números de séries, exercícios e cargas levantadas, frequências, densidades, e combinações dos exercícios. Pausas devem ser consideradas entre as séries, exercícios e sessões.  Velocidade de execução como rápida ou lenta. E por último as ações musculares e a amplitude do movimento caracterizadas por concêntricas, excêntricas e isométricas (Ide, et al., 2010).

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Como eu sei que confunde a cabeça todos esses nomes vamos tentar mostrar de maneira simples o que seria cada uma dessas variáveis.

Quanto a intensidade vamos imaginar os esforços que você faz na bicicleta e que resultam em aumento de potência, cadência e frequência cardíaca. As intensidades nos exercícios de forças são realizadas a partir de dois monitoramentos: % de 1 RM (É o percentual realizado para uma avaliação da força que considera que você deve realizar apenas uma repetição máxima, considerando como força total a quilagem que você levantou para aqueles exercícios específicos); Zonas de RM (Ou Zonas de Repetição máximas, as quais, consideram qu você deva realizar por exemplo 8 a 12 repetições. Considerando que o peso que você colocou não deva impedir de realizar as 8 repetições e nem de ultrapassar as 12 repetições).

Volume é bem complexa e engloba diversas questões. Mas basicamente terão relação com os diferentes quesitos apresentados nos parágrafos anteriores.

As pausas assim como nos treinamentos de endurance são consideradas como fatores importantes e respeitá-las irá colaborar nos aspectos de reposição energética, como por exemplo, recuperação dos substratos de lactatos, carboidratos e gorduras. Assim como, em manter as fibras estimuladas com ações constantes.

Velocidades de execução são aspectos que vão organizar o estímulo que seu músculo está recebendo nas contrações excêntricas e excêntricas. Podendo gerar maiores “danos” musculares ou menores.

Por último quais serão as ações que você irá realizar. Serão atividades que geram isometria? Ou seja, ações “sem movimento”. Ou ações com movimentos dinâmicos.

UFA!!! Após uma porrada de termos técnicos ficamos até perdidos por onde começar, não é? Parece que os treinos de força se tornam impossíveis e não realizáveis quando vemos a gama de variáveis que envolvem sua estruturação e montagem de treinamento. Fica tranquilo! Isso é apenas uma percepção.

Decidimos colocar diferentes termos para lhe conscientizar da importância de se ter um professor de educação física próximo, o qual irá organizar e estruturar seus treinos. Perceba que não é apenas pegando um exercício aqui, e outro ali, que conseguiremos retirar os resultados benéficos do treinamento de força. No começo, os exercícios até podem ser benéficos e auxiliaram nos primeiros dias. Porém, com o tempo e com a adaptação facilitada de um atleta amador, seus resultados se tornam cada vez menores. Precisamos modular essas variáveis para que os resultados possam aparecer (Smit, et al., 2014)

Quer ser atleta? Mesmo que amador? Então não esqueça, procure um profissional que irá adequar os treinos concorrentes de bicicleta, musculação e/ou funcionais. Independente se houver a combinação entre o professor que irá planejar os treinos e o professor que irá aplicar e acompanhar.

Espero que você tenha gostado e agradeço a você que conseguiu em meio de tantos termos técnicos chegar até o final dessa leitura. Meu muito obrigado e estamos dispostos a responder suas principais dúvidas. Deixem abaixo ficaríamos muito gratos se pudéssemos ajudá-los.

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Published by: Heron Soares Santos in CICLISTAS AMADORES, TREINAMENTO

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